Descrição
Neste livro de poemas, asas de serafim abrem frestas entre o visível e o invisível. Inspirado nas visões franciscanas do Cristo alado e na cosmogonia medieval, o poemário entrelaça a urgência escatológica dos séculos XII-XIII com
sabedorias ancestrais: fogo que julga e purifica, montanhas que guardam segredos geológicos, árvores que mediam céus e abismos, água que ensina humildade. Das hagiografias de São Francisco às hierofanias pagãs, cada verso é ponte entre mentalidades medievais e ritmos cósmicos mais antigos, convidando o leitor a contemplar o eterno retorno do sagrado na carne do tempo, sendo que cada poema porta em si uma chama viva de conhecimento ancestral acumulado.






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